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  Cuiabá vive surto de toxoplasmose; 18 casos confirmados  
  30/09/2011 - 09:21  
 Secretaria de Saúde alerta à população para se prevenir; consumo de açaí seria um dos motivos 
MidiaNews

Cuiabá está vivendo um surto de toxoplasmose. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29), pela Secretaria Municipal de Saúde, desde o último dia 20, 29 casos já foram notificados na Capital, sendo 18 confirmados por exames laboratoriais.

A maior parte das ocorrências é de homens adultos, mas já há registros da doença em um bebê de 18 meses e em quatro adolescentes.

De acordo com o secretário-adjunto de Saúde da Capital, Euze Carvalho, agora, a meta da pasta é fazer um mapeamento da doença para descobrir em quais bairros ela está se manifestando com mais freqüência, e qual está sendo o principal meio de transmissão.

Alguns pacientes sintomáticos disseram ter consumido açaí dias, antes da manifestação dos sintomas da doença e em lugares distintos, o que gerou uma dúvida na Vigilância Sanitária, sobre a possibilidade de o consumo da fruta estar ligado à propagação da toxoplasmose.

O estudante Rodolfo Rossmann, 22, é um dos que relataram ter consumido açaí, pouco antes da doença se manifestar. Ele e mais quatro amigos, que também ingeriram a fruta, foram diagnosticados positivamente com a doença e estão sob tratamento.

Rossmann conta que passou a ter muita febre, dores de cabeça e pelo corpo, além de apresentação de gânglios e lesão no olho direito. Agora, o estudante já está sob tratamento com antibióticos, que deve durar quatro semanas. "Estou na segunda semana de tratamento. Mas, se não cuidasse da lesão no olho direito, poderia perder a visão", contou o estudante ao MidiaNews.

Segundo o secretário-adjunto, a maior preocupação é com casos de pacientes grávidas diagnosticadas positivamente com a doença, uma vez que este é o único caso em que a doença pode ser transmitida para outra pessoa - o feto. O exame laboratorial normalmente é feito durante o pré-natal, a pedido do obstetra.

No Brasil, nos últimos dez anos, foram registrados dez surtos de toxoplasmose e o maior deles ocorreu em 2001, em Santa Isabel do Ivaí (PR), com 426 casos.

Para evitar que os números cheguem a proporções tão grandes na Capital, a Secretaria enviou um alerta às unidades de Saúde, aos médicos infectologistas e ao Conselho Regional de Medicina (CRM).

Além disso, a gerente de Vigilância de Doenças Transmissíveis, Flávia Guimarães, destacou que foram solicitados aos laboratórios para que enviem planilhas e relatórios de quantas pessoas tiveram os exames com resultado positivo da doença em cada unidade, a fim de que a secretaria tenha um controle mais preciso da doença.

A Secretaria de Saúde promete também intensificar a fiscalização sanitária em estabelecimentos relacionados a produtos ou serviços passíveis de atuarem como fonte de infecção e aprofundar a investigação de cada caso.

Transmissão

Apesar de alguns relatos coincidirem com o consumo do açaí, Flávia Guimarães ressaltou que a principal forma de contaminação é pela ingestão do cisto do toxoplasma, seja pelo consumo de carne crua, mal passada ou mal cozida (principalmente de porco e carneiro), ou por algum alimento ou água que esteja contaminado, principalmente quando em contato com as fezes de gatos mais novos, que são os hospedeiros mais comuns da doença.

A higiene será o principal foco de alerta da secretaria, que deverá orientar a população a seguir uma série de medidas de controle, a fim de evitar a doença.

Entre elas, estão o consumo de carnes bem passadas e de água e alimentos de procedência segura, eliminar as fezes de gatos em lixo seguro e lavar as mãos, após mexer com carne crua, terra ou areia.

Sintomas

Caso apresente algum desses sintomas, a pessoa deverá procurar um médico e realizar o exame de toxoplasmose em um laboratório: febre; linfadenopatia,(gânglios inchados) especialmente no pescoço e na nuca (mas também na garganta, axilas e virilhas); exantema (manchas avermelhadas pelo corpo); e hepatoesplenomegalia (aumento do fígado).

A gerente Flávia Guimarães explicou que 90% das pessoas já tiveram toxoplasmose assintomática, ou seja, não apresentaram sintomas e o corpo conseguiu se defender. Caso já tenha tido a doença, a pessoa não mais corre o risco de pegá-la.

Dois exames são feitos no laboratório: o IGG e o IGM. Se o resultado do exame for IGG positivo, isso significa que o paciente já teve toxoplasmose alguma vez no passado, tendo passado por tratamento ou não. Se o resultado for IGM positivo, isso significa que a pessoa está atualmente com a doença e deve buscar o tratamento específico para o seu caso.

Toxoplasmose não é transmitida de uma pessoa para outra, exceto de forma intra-uterina (da mulher grávida para o feto) e, ainda assim, somente quando a paciente é contaminada com a doença após a gravidez.

Caso a doença seja anterior ao período de gestação, não há riscos para o feto. Além disso, se diagnosticada com toxoplasmose, há tratamento para evitar que o bebê seja contaminado.



Fonte: Midia News



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