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  Nadaf revela que ex-secretário recebia R$ 200 mil para beneficiar atacadistas em MT  
  12/10/2017 - 19:36  
 Alan Zanatta sucedeu Pedro Nadaf na Secretaria de Indústria e Comércio de Mato Grosso 
folhamax

Alan Zanatta sucedeu Pedro Nadaf na Secretaria de Indústria e Comércio de Mato Grosso

O ex-secretário de Industria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), Pedro Jamil Nadaf, em sua delação premiada firmada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), revelou que o seu sucessor na pasta, Alan Zanatta, cobrou propina de R$ 200 mil de empresários do setor atacadista em troca de benefícios fiscais e tributários ao setor. Zanatta assumiu a Sicme após Nadaf sair da pasta em 2012 para assumir a Casa Civil na gestão Silval Barbosa (PMDB).

Ele permaneceu na função até o fim da gestão do peemedebista, em dezembro de 2014. Nadaf contou aos procuradores da República que tomou conhecimento da propina por ter bom trânsito no setor atacadista e por ter presidido a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio- MT).

Em um dos depoimentos a PGR, ele contou que Zanatta e o empresário Ségio José Gomes, que na época era presidente da Associação Mato-grossense de Atacadistas e Distribuidores, estavam cobrando propinas no valor de R$ 200 mil a empresários do setor. Em troca, as empresas seriam inseridas no sistema de estimativa segmentada.

Este modelo reduziu o pagamento de impostos por parte de empresários. “Para que os empresários fizessem uso desse benefício, deveriam pagar propinas para o secretário da Sicme [Alan Zanata] e para o presidente, tanto do sindicato como da associação dos atacadistas, Sérgio José Gomes. A referida estimativa foi definida na época de Eder Moraes como secretário de Fazenda”, contou Nadaf.

Nadaf revelou ainda que o sucessor na Sicme participou de outras fraudes. Ele teria, por exemplo, ajudado a arrecadar propina para investir na campanha do ex-prefeito de Várzea Grande, Walace Guimarães (PMDB), que foi cassado por prática de “caixa 2”.

O esquema se baseava em pagamentos de serviços fictícios à pasta. “A demora no pagamento, conforme me informou Márcio Mesquita, ex-secretário adjunto da Sicme, ocorreu em razão do meu sucessor na Sicme ter utilizado do mesmo serviço fictício, também para resolver dívidas de campanha de Walace Guimarães”, disse Nadaf.

A delação premiada de Pedro Nadaf foi homologada pelo ministro Luiz Fux no mês de março deste ano. Entre os termos do acordo, o ex-secretário se comprometeu a devolver R$ 17 milhões aos cofres públicos. Ele narra 48 fatos criminosos dos quais participou ou teve conhecimento.

OUTRO LADO

O ex-secretário Alan Zanatta nega as acusações de Pedro Nadaf. Ele afirma que, quando ingressou no Governo, já existia a cobrança por estimativa e seria impossível receber propina por algo que já acontecia. "Eu não sei porque ele fez as acusações, mas quero que ele prove. Se algum empresário do setor atacadista me deu um centavo, que prove e eu respondo. Eu desconheço, fui pego de surpresa. Já existia a estimativa. Cobrar a propina depois que foi feito?".

 

Já o Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado de Mato Grosso espera ter conhecimento de todo teor da delação do ex-secretário para se posicionar.



Fonte: folhamax



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