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  Preso, empresário é suspeito de esconder equipamento de grampos em MT  
  29/09/2017 - 21:42  
 O empresário José Marilson da Silva, um dos presos na "Operação Esdras" deflagrada pela Polícia Civil na quarta-feira, é apontado como o responsável pelo desenvolvimento do sistema ilegal de grampos telefônicos e ainda por guardar o equipamento, que até hoje não foi localizado 
CARLOS DORILEO Da Redação

 José Marilson da Silva também frequentava a Secretaria de Segurança Pública 

O empresário José Marilson da Silva, um dos presos na "Operação Esdras" deflagrada pela Polícia Civil na quarta-feira, é apontado como o responsável pelo desenvolvimento do sistema ilegal de grampos telefônicos e ainda por guardar o equipamento, que até hoje não foi localizado. Na decisão do desembargador Orlando Perri, que comanda as investigações no Tribunal de Justiça, Marilson é apontado como um dos membros ativos da organização criminosa.

José Marilson é ex-sócio-proprietário da empresa Simples IP e o responsável pelo desenvolvimento do sistema adquirido pelo coronel Evandro Alexandre Ferraz Lesco e utilizado pelo "postiço" Núcleo de Inteligência da Polícia Militar para a prática de interceptações telefônicas clandestinas. As investigações também apontaram que a participação do empresário não se restringia apenas em comercializar o sistema Sentinela para a organização criminosa.

Uma conversa gravada entre Lesco e o tenente coronel José Henrique Costa Soares sugere que o empresário tenha escondido os equipamentos que estavam instalados numa sala num prédio comercial na região central de Cuiabá. “Seu papel não era meramente secundário, de coadjuvante, até mesmo porque o coronel Lesco disse ao tenente coronel Soares que o equipamento Wytron estaria guardado com o Marilson, ex-sócio proprietário da empresa Simples IP, o que demonstra, de maneira concreta, o seu envolvimento com a organização criminosa, de modo que a necessidade de sua prisão é inconteste.  Tudo isso são sintomas que demonstram a probabilidade de atuarem contra a lisura do processo, especialmente, da instrução processual”, cita.

Além disso, há documento que comprova que o rack do Sistema Sentinela, cujo paradeiro, até o presente momento, é desconhecido, foi retirado da empresa Titânia justamente por José Marilson da Silva. "Bastou a revelação para que o grupo, com a rapidez dos neutrinos, fizesse desaparecer o Sistema Sentinela, que estava instalado nas dependências da empresa Titânia Telecom. No dia 8 de outubro daquele ano, sumiu-se com a parafernália", comenta.

Testemunhas descreveram "pelas características físicas" que os cabos Euclides Luiz Torezan  e Gerson Luiz Correia Júnior retiraram o servidor da Titânia. No entanto, Marilson nega que tenha retirado o documento e que apenas assinou um documento para terceiros.

EMPURRA EMPURRA

Perri lamenta o jogo de "empurra-empurra" dos presos. "Agora vem a informação de que é Marilson quem abriga, a sete chaves, o equipamento Sentinela, onde se guardam provas e informações preciosíssimas quanto aos crimes cometidos. Outro fato grave que demonstra que evidencia a imprescindibilidade da prisão cautelar de José Marilson da Silva diz respeito ao seu comportamento, no mínimo, insólito, durante as investigações policiais, ao afirmar que subscreveu o documento que comprova a retirada do equipamento Sentinela, mas que não estava no local", destaca.

Em depoimento a delegada Ana Cristina Feldner, o empresário explicou que houve uma coincidência de datas na retirada do Sentinela da Titânia com outro servidor da Simples IP. "Mostrado a testemunha o documento que consta a assinatura de retirada de um equipamento no dia 08 de outubro de 2015, da empresa Titânia, a testemunha confirma a assinatura é sua, no entanto, não esteve nesse local, nesta data e horário e que assinou posteriormente, para comprovar o período de locação daquele espaço; o equipamento que se refere a sua assinatura não era o Sentinela e sim um servidor de um cliente da Simples IP; Que coincidiu a retirada daquele local do Sistema Sentinela com o dia em que foi retirado o servidor de um cliente da Simples IP”, se defende.

A Polícia Civil também apurou ainda que há indícios de que o empresário tem frequentado a sede da Secretaria de Segurança Pública, apontando que o fato comprova a sua ligação com o grupo criminoso. Além do mandado prisão, o magistrado também determinou mandados de busca e apreensão na empresa Simples IP, que era de propriedade de José Marilson, em sua nova empresa S3S Telecom TI e em sua residência no bairro Cohab Nova, em Cuiabá.

Conforme as investigações, o equipamento sentinela foi comprado pelo valor de R$ 24 mil e a suspeita recai sobre o coronel Lesco como o responsável por repassar o valor em cheque ao cabo Gerson Luiz Correa Junior para a aquisição do sistema. Esdras é um personagem da tradição judaico-cristã que liderou o segundo grupo de retorno de israelitas que retornaram de Babilónia em 457 a.C. . Descendente de Arão, o primeiro Sumo Sacerdote de Israel, Esdras era escriba - copista da lei de Moisés- entendido na lei de Moisés.

Na operação desta quarta-feira, foram cumpridos 8 mandados de prisão, 1 de condução coercitiva e ainda 15 de busca e apreensão. O grupo é acusado de tramar um “plano diabólico” para interferir nas investigações e levantar a suspeição do desembargador Orlando Perri, relator do caso no Tribunal de Justiça.  



Fonte: CARLOS DORILEO Da Redação



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