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  Riva acusa Eraí Maggi de esquema para sonegar impostos  
  03/10/2014 - 14:35  
 O deputado estadual José Riva (PSD) denunciou, na manhã desta quarta-feira (01), um suposto esquema de sonegação fiscal por meio de uma cooperativa agrícola, a Cooamat (Cooperativa Agroindustrial do Mato Grosso), ligada ao empresário Eraí Maggi.  

O deputado estadual José Riva (PSD) denunciou, na manhã desta quarta-feira (01), um suposto esquema de sonegação fiscal por meio de uma cooperativa agrícola, a Cooamat (Cooperativa Agroindustrial do Mato Grosso), ligada ao empresário Eraí Maggi.

Segundo Riva, a Cooamat foi fundada em 2004 e é constituída por funcionários do grupo Bom Futuro, de propriedade de Eraí. O deputado disse que o esquema pode ter resultado em uma sonegação total, até agora, de cerca de R$ 300 milhões. “Considerando a movimentação anual da cooperativa, entre R$ 300 a 500 milhões, a diferença de arrecadação pode chegar até R$ 50 milhões anuais.

Portanto, desde que foi fundada, a Cooamat pode ter sonegado cerca de R$ 300 milhões. Com esse valor, Mato Grosso poderia ter construído três grandes hospitais”, afirmou. Riva disse que irá protocolar uma denúncia sobre o suposto esquema no Ministério Público Federal (MPF) e na Delegacia Fazendária.

Ele também não descartou a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa. “A maiorias dos associados são funcionários do Eraí Maggi e da Bom Futuro. É uma cooperativa formada por pessoas que não são produtores. É tudo uma simulação. Ele usa a cooperativa, em nome de laranjas, para não pagar impostos. Porque uma cooperativa tem vantagens no Imposto de Renda, o PIS é menor, não paga Cofins...

Enfim, é dinheiro que está sendo sonegado”, afirmou Riva. O deputado disse que tomou conhecimento do caso por meio de uma denúncia anônima.

Se você pegar um cara igual o Erai, vai saber que a maior parte do patrimônio dele, na verdade, não é dele. Não está documentado em seu nome, mas, sim, em nome de ‘laranjas’.

Tem funcionário dele que é ‘dono’ de pelo menos três fazendas”, afirmou.Entre os nomes citados por Riva, que segundo ele fazem parte da cooperativa, mas estão ligados a Eraí, constam José Vengrus Filho, diretor de compras da Bom Futuro desde 1994; Inácio Modesto Filho, diretor de produção desde 2000; Donato Cechinel, diretor jurídico desde 1991; e Lirio Mognon, gerente da Fazendas Campo Verde; entre outros.

Esses funcionários são todos ‘laranjas’ dos proprietários que possuem fazendas em nomes deles, arrendamentos, todos simulados”, disse."O peso de impostos como ICMS, COFINS e IR, em cálculo raso, pode chegar a casa de R$ 100 a 200 bilhões. Estamos diante de um golpe milionário aplicado pelo maior plantador de soja do mundo."

O parlamentar também elencou outros indícios da suposta irregularidade. Segundo ele, a cooperativa não aceita novos cooperados, não possui armazéns e, até há dois anos, seu endereço era sede da Bom Futuro, em Rondonópolis.

É uma cooperativa misteriosa. Ninguém nunca ouviu falar dela, porque ela não faz publicidade, não realiza negócios com não-cooperados. Além disso, contadores e administradores de empresas, que nunca foram agricultores, são cooperados”, afirmou.

De acordo com os dados apresentados por Riva, a Cooamat é a 7ª maior exportadora de grãos do país, e movimenta, anualmente, mais de R$ 300 milhões. “A movimentação anual milionária de pepro de milho (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) correspondente a 25% do total ofertado pelo Governo Federal na região, indica existência de forte lobby junto ao Ministério da Agricultura”, afirmou. O deputado classificou o uso da cooperativa como “golpe milionário”.

O peso de impostos como ICMS, COFINS e IR, em cálculo raso, pode chegar a casa de R$ 100 a 200 bilhões. Estamos diante de um golpe milionário aplicado pelo maior plantador de soja do mundo, ou melhor, o segredo do seu sucesso”, afirmou.

Quer dizer, ele não paga imposto, dá para entender tamanho crescimento. A pessoa deixa de pagar até R$ 50 milhões por ano. Dá para doar tudo para a campanha do Taques. Essa doação para o Taques, com certeza, é fruto de sonegação, de não pagar impostos”, afirmou. Segundo Riva, os dados analisados indicariam uma ação criminosa.

A cooperativa é legal, contudo a existência de simulação de negócios é crime. E há indícios claros de tal existência. Imagine se todo produtor resolver criar uma cooperativa? O Estado de Mato Grosso quebra; a União quebra. Óbvio que há regras para se montar uma cooperativa, o que não é ilegal. Mas, desse jeito, tudo leva a crer que é crime, uma forma de você não pagar impostos”, disse.

Doações de campanha

O empresário Eraí Maggi, conhecido como “Rei da Soja”, é um dos principais doadores de campanha do candidato ao Governo Pedro Taques. Segundo registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eraí doou R$ 889.640,00 mil à campanha do pedetista. Ao todo, a família Maggi Scheffer doou R$ 3,340 milhões a Taques, entre doações de pessoas físicas e de empresas.

O deputado Riva ironizou a condição de Eraí como doador de campanha. 



“Antes achava que o Eraí estava doando muito... Mas cheguei à conclusão de que ele está doando pouco para a campanha do Pedro. Porque ele pode doar muito mais, um cara que deixa de pagar imposto da ordem de até R$ 50 milhões por ano pode doar muito mais”, afirmou.





Outro lado

A reportagem não conseguiu falar com Eraí Maggi, por meio de seu telefone celular.





Fonte: Tony Ribeiro/MidiaNews 

 

 



Fonte: Tony Ribeiro/Midia News



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