Cuiabá MT, 18 de Outubro de 2017 - São
 

Cidade
  Mato Grosso
  Brasil
  Sociaedade
  Curiosidade
  Polícia
  Política
  Justiça
  Variedades
  Esporte
  Coluna
  Opinião
  Artigo

Newsletter
Nome:
<

Email:
<
<
<
<
<
<
<

Parcerias
<
<
<
<
<
<
<
<
<

Denúncias
<
<
<
<
<
<
<
<

<
<
<
<
<
<
<
<

<
<
<
<
<
<
<
<

<
<
<
<
<
<
<
<

  POR ONDE ANDAS AMIGO MAIA?  
  12/11/2012 - 14:58  
 POR ONDE ANDAS AMIGO MAIA? Fica por ai na paz de Deus. Aqui tá feio, nem rapadura e água quente tá tendo. Pode?  
José Maia de Andrade e neto

 

 

        Neste dia 9 de novembro, se completam quatro anos da morte do meu dileto amigo e companheiro de longas lutas jornalísticas José Maia de Andrade.

 

Seu jornal, o saudoso CORREIO DA IMPRENSA era a trincheira onde o povo se abrigava dos ataques sórdidos a cargo das oligarquias dominantes que tudo podia e fazia para manter o povo no curral submisso as suas vontades e a seu serviço.

 Em Mato Grosso na época em que o boi engordava o dono, os velhos e decadentes coronéis do cerrado davam caratas e jogavam de mão, quem fosse contra ao dito modelo de dominação estava ferrado.

Foi naquele tempo que surgiu por essas bandas um nordestino egresso da caatinga do Estado do Ceará e aqui plantou um jornal que foi batizado com o pomposo nome de CORREIO DA IMPRENSA, logo se juntaram ao seu redor uma equipe de renomados jornalistas que passaram a assinar matérias envolventes que em nada agradava os donos do poder. Entre os citados periodistas podemos declinar o nome dos mais ilustres dos quais nos lembramos no momento.

Ronaldo de Arruda Castro, o Poeta, também poeta e advogado Benedito da Silva Freire, José Eduardo do Espirito Santo, Rubens de Mendonça, Gilson Duarte de Barros, Elarmin Miranda, articulista e brilhante advogado especialista em Lei de Imprensa, (tirou muitos de nos da cadeia mandados para o xilindró pela ditadura militar). Na esteira dessas estrelas já citada, vieram se juntar a luta do CI por opção ideológica e não pelo salário, jornalistas do porte de     Celio Munhões, no popular Montezuma Cruz.

 Gessi Taborda, Auro Ida, esse trazido para Mato Grosso pela brilhante jornalista Sara Brasília Brunini ambos se formaram juntos na mesma faculdade no Paraná.

 Auro desgraçadamente foi assassinado recentemente numa sórdida emboscada na periferia de Cuiabá, e pasmem todos; até aqui não se sabe os motivos por que a apuração de tal crime se esconde atrás do tal segredo de justiça.

Pode?  Não deveria, mais por suposto alguém muito influente provavelmente está por traz da morte do nosso bem informado japonês, que andou fuçando no lamaçal dos precatórios e certamente sabia demais.

Na verdade o CORREIO DA IMPRENSA guarda em seus registros a mais bela história de resistência de um veículo de comunicação no solo Mato-grossense. Não me ocorre no momento o nome de todos os companheiros de luta que por lá passaram  e plantaram suas sementes de liberdade, aqueles que não consigo lembra-los agora também fazem parte dessa bela história de triste fim.

No seu quadro editorial se alinharam os periodistas e mais destemidos e respeitados na época, bem com na sua oficina gráfica estiveram trabalhando o melhores gráficos do Estado.

 Com essa gente lutando lado a lado, o Jornalista j. Maia escreveu a mais sensacional epopeia literária de Mato Grosso, a cada nova dificuldade que se apresentava na rota do CI, era mais uma vitória em defesa das liberdades coletivas e individual.

Mato Grosso e sua gente devem muito do seu estonteante desenvolvimento ao velho Forró.

   Espelhando-se numa celebre frase de Pitágoras, (”AQUELES QUE OPRIMEM O POVO, A HISTORIA OS TRANFARMAM EM REFUGO SOCIAL, BAGACEIRA HUMANA, E ENXURRO MORAL”!) foi que J. Maia traçou a trilha a ser seguida pela sua publicação e em momento algum da sua existência se permitiu baixar o cangote como dizia ele, para se submeter às exigências dos poderosos, colocando sua folha a serviço daqueles que pretendiam oprimir o povo.

Maia Passou a vida inteira sobre pressão, faltava-lhe quase tudo para tocar seu jornal com independência, só não lhe faltaram coragem e determinação para enfrentar as adversidades que sempre se interpunham no seu caminho.

 Mandaram prende-lo por diversas vezes, por se sentirem ofendidos com artigos comentários e criticas dirigida aos donos dos poderes, vale registrar que na maioria das vezes tais artigos nem eram da sua lavra, mas se estavam inseridas nas páginas do seu jornal é porque tinha passado no seu crivo.

Isso nunca foi verdade, a verdade é que o Maia não admitia censura sobre os escritos de nem um dos periodistas que gravitavam em torno do CI, todos tinham liberdade para escrever o que bem entendessem a respeito do assunto que fosse.

Isso por si só mostra o nível de liberdade que existia no CORREIO DA IMPRENSA.

 Dito o que até aqui está exposto sobre meu dileto amigo J. Maia, e sua trajetória profissional na imprensa mato-grossense, são imperiosas as necessidades de também se ressaltar suas qualidades enquanto chefe de família, marido e pai.

 Maia em dados momentos da sua vida atribulada submeteu seus entes queridos, esposa e filhos a enormes dificuldades, tudo isso em decorrência de não querer se misturar com o que ele chamava de caterva encastelada nos poderes.

Maia poderia ter vivido (se quisesse), com todo conforto juntamente com seus familiares, para tanto era só necessário  que ele fosse mais brando com aqueles com quem fazia questão de bater de frente todos os dias sem dar trégua.

Seu jornal foi empastelado várias vezes, suas maquinas foram quebradas na base da marreta, o estoque de papel para impressão foi incendiado, em dada ocasião por pouco jornalistas demais funcionários do jornal e o próprio Maia não foram executados por pistoleiros que invadiram o jornal por pura sorte, e quem sabe também pelas ilustres presenças, do Presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso, José Eduardo do Espirito Santo, que se encontrava em visita ao Maia na ocasião e na companhia do Professor da UFMT e Assessor Especial do Ministro da Economia Edson Miranda.

Não fosse a presença dos citados personagens naquele momento na cede do Jornal Correio da Imprensa, e certamente  não teria chegado a idade que chegou, teria ido lá pra cima muito antes.

Outra coisa que é necessário que seja dito, é que o Maia por tudo que representou em termos de resistência e liberdade, isso em pleno período da ditadura militar, merecia já ter seu nome escrito ilustrando o nome de uma Avenida Praça Público ou até mesmo uma Rua da Capital. Tem? Não. Isso significa dizer que ou as autoridades de Mato Grosso não acalentam qualquer tido de sentimento de gratidão por aqueles a quem em vida deram tudo de si para o desenvolvimento socioeconômico e cultural desse Estado chegasse aonde chegou. Mato Grosso e seu povo devem muito ao Jornalista José Maia de Andrade. Bem como a tantos outros grandes jornalistas que já não estão entre-nos. Dos demais oportunamente falaremos. Certamente! Do J. Maia muitas saudades! Quero te dizer que você faz muita falta aqui morubixaba. Cuida-te e fica por ai na paz de Deus, pois aqui tá feio, só alguns tem acesso à chã com bolo e ao bererê ( grana ).

Ivaldo Lucio.

 

 

 

 

 

 

 



Fonte: Ivaldo Lucio



Compartilhe essa notícia



Comentários ( 0 )

Notícia sem comentários.
Faça seu comentário agora.
 

Site Lucio Dia e Noiter já teve 800900 Acessos
Sua empresa ainda não tem site? clique aqui
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<
<