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  Diogo consegue reação incrível, mas cai em decisão de árbitros  
  09/08/2012 - 18:47  
 Com chute 'de UFC', brasileiro força morte súbita e perde para vice mundial 
AFP

 Antes das quartas de final, Diogo Silva tinha avisado: não iria "tremer na base" em Londres. Mesmo com o pé esquerdo machucado, perdendo por 5 a 1, à beira da eliminação e diante do atual vice-campeão mundial, o iraniano Mohammad Bagheri Motamed, ele não desistiu. A 3 segundos do fim, o paulista acertou um cinematográfico golpe rodado na cabeça e levou a luta para o golden point (morte súbita). Sem pontuar, porém, acabou derrotado na decisão dos árbitros e relegado à disputa da medalha de bronze olímpico da categoria até 68kg, contra o americano Terrence Jennings, seu algoz no Pan de Guadalajara 2011.



- Agora eu estou com raiva, depois vou esfriar a cabeça. O taekwondo é um esporte sério. Isso aqui não é futebol. Ninguém fica aqui de boleiragem - disse, ao SporTV.



Diogo saiu do ringue mancando, revoltado com a decisão. Chegou a cogitar entrar com recurso, mas isso não seria possível, de acordo com as regras da competição. Minutos depois, já mais calmo, fez da derrota um discurso afiado.



- O Irã dá até petróleo para ele. Estamos falando de astro, como Kobe Bryant, LeBron James. Toda fonte de recursos de lá vai para o taekwondo. Lutei contra o Neymar praticamente. Foi o árbitro que tomou a decisão. Não perdi a luta. Numa semifinal de Jogos Olímpicos, seria melhor o árbitro rever, analisar melhor e não tomar a decisão com emoção.



Sempre crítico, Diogo lembrou que o taekwondo é um dos dois principais esportes do Irã - o outro, o levantamento de peso -, e que Mohammad é um astro no país. Enquanto ele, Diogo, apenas um operário.



- Estamos falando de astros e operários. Eu sou operário. Ele tem investimento comparável a Michael Phelps, a LeBron James. Eu tenho investimento comparável a atleta de categoria de base. Talvez um dia poderemos competir de astro para astro.



De colete azul pela primeira vez na competição, Diogo não mudou a atitude no primeiro round. Jogou com cautela, na defesa, aguardando para contragolpear. Com menos de um minuto, sofreu um kyongo (punição de meio ponto) por levantar demais o joelho na defesa. Motamed atacava metodicamente, mas o brasileiro se defendia. Com 32s, durante uma troca de chutes, Diogo sentiu o tornozelo esquerdo e precisou de um tempo médico. No recomeço, o paulista tentou se movimentar para mostrar que estava bem, mas, logo ao defender outro chute, sentiu de novo e precisou de mais um atendimento. Diogo voltou e quase acertou o rosto do iraniano, mas foi defendido com a mão. A lesão, porém, o incomodaria pelo resto da luta.



O brasileiro começou o segundo round indo para frente. Ele quase acertou um chute rodado, mas Motamed foi quem computou um ponto pouco depois com um chute certeiro no colete. Diogo tentava encaixar socos, mas não acertava o colete direito. Novo kyongo por evitar o combate somou um ponto a mais para o iraniano. Motamed também recebeu um kyongo antes do fim do round, no qual abriu 2 a 0.



O iraniano passou a administrar bem a luta. Ele ganhou mais um ponto num contragolpe, mas levou também um kyongo que somou o primeiro ponto para o brasileiro. Diogo seguiu tentando acertar um soco e, com o tempo passando, voltou aos chutes rodados, para conseguir mais pontos. Motamed, porém, mostrava muitos recursos, com boa defesa e giros próprios. Motamed ainda conquistou mais um ponto num contragolpe e ganhou o quinto por se jogar na tentativa do chute alto rodado. No desespero, o treinador Fernando Madureira pediu uma revisão para conseguir a pontuação de um golpe alto rodado. A luta estava a seis segundos do fim.



O golpe não foi consignado, mas não foi preciso. No recomeço, a 3s do término, Diogo acertou o "mondolio", golpe rodado na cabeça, idêntico ao que Edson Barboza acertou em Terry Etim no UFC Rio II, em janeiro, e empatou o placar em 5 a 5. Foi para o golden point cheio de moral.



- Tenho todos os artifícios de artes marciais treinados. Esse chute pode ter certeza de que vai sair entre os dez melhores do UFC.



Na morte súbita, o brasileiro defendia-se e aguardava a chance de contra-atacar, enquanto o iraniano parecia assustado. O combate ficou estudado, com ambos se olhando, e Motamed recebeu um kyongo. Os segundos finais foram de tensão. Diogo também sofreu um kyongo por acertar o tornozelo do iraniano. Com 13s restando, o brasileiro pediu novo atendimento médico para uma lesão no joelho esquerdo. Os dois lutadores tentaram golpes a esmo no final, mas nenhum ponto saiu.



A decisão foi para os árbitros laterais. Após a entrega da decisão de cada árbitro, o juiz central anunciou a vitória de Motamed, que se ajoelhou, emocionado. Diogo saiu irritado.



Fonte: Mídia News



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