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  COPA 2014. Não devemos ser meros expectadores.  
  06/07/2012 - 07:59  
 Países sem a menor chance de se classificar para a COPA 2014, quer seja pela ausência de histórico de suas Seleções de futebol, quer seja pelo tamanho geográfico de seu território ou pelo número de habitantes, podem sim terem suas seleções participando do processo eliminatório. 

Por Cezário Siqueira Gonçalves NetoPaíses sem a menor chance de se classificar para a COPA 2014, quer seja pela ausência de histórico de suas Seleções de futebol, quer seja pelo tamanho geográfico de seu território ou pelo número de habitantes, podem sim terem suas seleções participando do processo eliminatório. E mais, em iguais condições ao da seleção campeã da última edição, necessitando somente compor o seu plantel e ir a campo jogar as suas esperanças.

Compor uma seleção de futebol com “pratas da casa” e com jogadores naturalizados é uma alternativa para aqueles que almejam participar de uma COPA ou somente pretendem adquirir experiência por meio da transferência de conhecimento entre os times mais tradicionais e os novatos.

É justamente este conhecimento, fruto da troca de experiência, o chamado de ‘legado’ da COPA que, falando em futebol, pode ser observado em times como os de Portugal, Japão, Arábia Saudita. Mesmo sem tradição em futebol, tais times conquistaram respeito nos gramados após a utilização destes recursos. Este é um dos motivos para que a FIFA tenha o maior número de países membros, superando a própria ONU (Organização das Nações Unidas).

Quanto ao país sede, não é possível pensar em se fazer uma grande festa e pedir à sua seleção que entre num processo de eliminatórias, arriscando fazer todo o investimento necessário para a realização de uma COPA e não conseguir entrar na festa.

Mas a COPA não é só o torneio em si, é mais abrangente que os noventa minutos de bola rolando. É oportunidade de negócios, de crescimento do setor turístico, da exposição internacional do país sede, é uma catalisadora do processo de modernização da rede de comunicação, prestação de serviço, transportes, hotelaria, habitação e construção de uma cidade sede. Por isso, deve ser usufruída por todos aqueles que de forma direta ou indireta foram os responsáveis pela “eleição” desta cidade sede.

Toda esta introdução sobre a gestão democrática da FIFA na seleção dos países participantes da COPA tem um motivo. Desde a escolha de Cuiabá como sub-sede da Copa de 2014, o SINDUSCON-MT manifestou, naquela época à antiga Agência para Execução das Obras da Copa do Pantanal (AGECOPA), a sua grande preocupação com as regras de contratações que regeriam os editais de licitações das Obras da COPA em Cuiabá. Sinalizamos que não gostaríamos de ser meros expectadores desta COPA e que as empresas mato-grossenses poderiam e gostariam de estarem representadas nos processos licitatórios, empresas estas que até aquele momento eram únicas responsáveis pelas construções da cidade e colocaram Cuiabá em condições de ser candidata a sediar jogos da COPA. A manifestação foi apresentada durante uma visita àquela Agência juntamente com outros representantes da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (FIEMT).

Não pedimos ali nenhum privilégio, nenhuma reserva de mercado ou quaisquer outros favores ilícitos. Apenas solicitamos que as exigências dos futuros editais contemplassem a realidade do mercado de Mato Grosso, possibilitando, assim, a participação do maior número de empresas regionais, ainda que consorciadas, alegando que isto iria se refletir na possibilidade de melhores preços devido ao maior número de participantes nas licitações e com certeza buscaríamos as melhores propostas.

A preocupação quanto à exclusão das nossas empresas das licitações futuras foi manifestada a todos os gestores que já passaram pela então AGECOPA e agora SECOPA, inclusive ao Governador do Estado Sr. Silval Barbosa. Porém, sem sucesso.

Sob o pretexto de que os gestores estão buscando empresas que não ofereçam riscos aos futuros contratos e que não paralisem as obras ou mesmo atrasem os seus cronogramas, estes justificam a aprovação das exigências máximas e incompatíveis com a realidade mato-grossense, como se as obras paralisadas e/ou atrasadas em nosso Estado fossem frutos da incompetência ou irresponsabilidade das construtoras locais, ignorando a falta de cumprimento dos acordos por parte dos contratantes.

Desconheço obras em Mato Grosso paralisadas porque as construtoras “locais” descumpriram o contrato, estando estas recebendo as suas medições em acordo com o contrato e no prazo legal de pagamento. Temos sim, obras paralisadas em conseqüência da ineficiência dos projetos, das dificuldades administrativas do contratante em tomar decisões não previstas e ainda pelos atrasos constantes nos pagamentos dos serviços já executados.

Ainda com relação ao elevado grau de exigências técnicas para habilitação, temos a questionar: Quais serão os serviços técnicos realmente desenvolvidos pela construtora contratada e quais serão os executados por terceiros? Os conhecidos serviços especializados, como fundações especiais, instalações de elevadores e outros equipamentos especiais como geradores, ar condicionados, sistema de controle de acesso, entre outros são apenas gerenciados pela construtora contratada, sendo que a execução fica sob a responsabilidade de empresas especializadas.

Aqui a nossa questão inicial. Para que exigir que os jogadores de uma seleção sejam todos nascidos no País, ou ainda, que já tenham experiência de terem participado de outras COPAS ou já terem participado das quartas de final de outras COPAS? Isto certamente beneficiaria seleções como a do Brasil, Argentina, Espanha, Alemanha, entre outras, mais certamente tiraria o brilho e a oportunidade de muitas seleções.

O que estamos vendo com os editais das obras da COPA em Mato Grosso não se assemelha em nada às condições democráticas das regras da FIFA. Solicitar atestados de obras nunca antes executadas em nosso Estado e quantidades de serviços que nem de longe podem ser atendidas pelas empresas locais, pois estas obras nunca existiram aqui, é uma forma cruel de extirpá-las do processo, sob o manto da legalidade e sem o menor compromisso com a realidade regional.

Devemos então novamente lembrá-los que a gestão dos processos de construção é amplamente dominada pelas empresas locais, e que de certa forma estas que colocaram as condições construtivas do Estado, como ora se apresenta, sem deixar a desejar técnica e gerencialmente a nenhuma outra construtora do nosso Brasil.
Queremos sim que esta “COPA SE REALIZE”, mas se não manifestarmos a nossa indignação quanto aos critérios de habilitação que regem os editais de contratação das obras, correremos o risco de que este silêncio seja confundido com anuência às condições destes editais.

O SINDUSCON-MT, cumprindo seu papel institucional de defesa de seus associados e da sociedade mato-grossense, expressa o manifesto:

“Não devemos ser meros expectadores”.
Com todos os potenciais construtivos que temos em nossas empresas, devemos, pelo menos, ser ouvidos! Não se elimina um time antes do jogo e, em nosso caso, não se impõem regras tão restritivas como as que ora observamos nestes editais. As perdas não serão somente das empresas, mas de toda a sociedade. São perdas do desenvolvimento econômico, técnico e tecnológico para os nossos técnicos, trabalhadores e empresas, permitindo que todo esse LEGADO não permaneça em nosso Estado pela ausência de empresas locais nessas construções.



Fonte: Cezário Siqueira Gonçalves Neto



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