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  Ameaça ou paranoia  
  30/06/2012 - 08:25  
 Uma escalada de vi­olência entre Israel e milícias da Faixa de Gaza, além do Hamas, na se­ma­na que passou, causou pânico nas cidades do sul do país e aos moradores de Gaza também.  

Por Herbert Moraes / Direto do Oriente Médio

EFE
Extremistas palestinos disparam foguete Kassam contra o sul de Israel

Uma escalada de vi­olência entre Israel e milícias da Faixa de Gaza, além do Hamas, na se­ma­na que passou, causou pânico nas cidades do sul do país e aos moradores de Gaza também. O sul de Israel foi alvo de centenas de foguetes kassam, mas a reação também não deixou por menos. O toma lá-da-cá esquentou o clima, e aumentou a expectativa no país de que uma guerra está por vir.

A Península do Sinai, que virou terra sem lei, agora vive um fluxo ininterrupto de contrabando de armas que chegam facilmente à Faixa de Gaza. Al Qaeda, Hamas e a Jihad Islâmica agora “patrulham” diariamente a fronteira da península (Egito) com Israel tranquilamente, enquanto isso o tratado de paz com o Egito paira no ar sem direção, e no Cairo não há ninguém no controle.

O que o Ocidente e Israel temiam aconteceu. A Ir­man­dade Muçulmana veio à tona e pode comandar o país árabe mais populoso. O filme que Israel não queria ver ainda traz cenas alarmantes da ameaça do Hezbollah, que vem do norte do país, a guerra civil sangrenta que acontece na Síria, além do trono do rei da Jordânia, que dá sinais de estar trincando. E, é claro, o ato final: milhares de mísseis apontados para o coração do país que serão enviados pelo Irã. Se todas essas ameaças fossem reais, a maioria da população já teria arrumado as malas e se mudado. Um governo responsável já teria convocado todos os compatriotas e pedido para que se mudassem para regiões mais seguras. Mas isso não acontece em Israel porque viver sob ameaça é o oxigênio do país, que adotou o lema “um Estado pequeno cercado de inimigos”. Aqui, um cidadão leal e verdadeiro é aquele que está sempre sob ameaça. A paranoia de que existe um perigo mortal e constante é uma das conexões desenvolvidas entre o Estado e os israelenses.

Não é que o perigo não exista, mas aqui ele é exarcebado e provoca medo na população. Não faz sentido o governo incitar e conectar a “ameaça” da Irmandade Muçulmana com as atividades que acontecem na Península do Sinai e ainda colocar no enredo o Irã, que é para a “ameaça” ficar de bom tamanho.

O Sinai já era terra sem lei na época de Mubarak. Os ataques terroristas de 2006 em Taba, Sharm al Sheik e Dara, o contrabando de armas para a Faixa de Gaza e o estabelecimento de uma célula da Al Qaeda na península, tudo isso aconteceu quando alguém atendia ao telefone no Cairo. Na verdade foi a própria Ir­mandade Muçulmana que alertou para potenciais ataques vindos do Sinai contra o grupo e contra Israel. Políticos da Irmandade fizeram campanha eleitoral nos vilarejos beduínos antes das eleições parlamentares e presidenciais e prometeram uma vida melhor do que a que levavam na época de Mubarak. Não há como prever se vão suceder onde Mubarak falhou, mas seria ingênuo pensar que a Irmandade tem alguma intenção de causar atrito na fronteira do Egito com Israel.

O Irã, o mais medonho dos monstros que “ameaçam” Israel, não é sequer um aliado da Irmandade Muçulmana. A liderança do grupo fez questão de desmentir o discurso iraniano de que a revolução no Egito tinha fundos religiosos  e que foi feita nos moldes iranianos.

É claro que reduzir o ta­manho da “ameaça” não faz da Irmandade Muçulmana um membro do clube do sionistas. Eles sempre serão um oponente político e ideológico de Israel. Mas há uma di­ferença entre um oponente e uma ameaça.

A falta de um resultado conclusivo do segundo turno das eleições presidenciais mostra que existe uma divisão no Egito entre os que apoiam a Irmandade e os que se o­põem aos religiosos no co­mando. E é claro que ainda tem o exército, que, por en­quanto, é quem dá a palavra final. Por isso, qualquer previsão de que a Irmandade é uma ameaça para Israel ainda é pura especulação. Ou não: afinal, no Estado judeu cidadão leal é o cidadão ameaçado.   

Com Selzy Quinta



Fonte: Herbert Moraes



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