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  Quanto custa para nós o Focus Brazil ?  
  16/06/2012 - 09:35  
 Quanto custa para o tesouro público a promoção comercial Focus Brazil, um verdadeiro « holofoco », neologismo criado por um titular do Conselho de emigrantes, cujo sucesso vem de acariciar a vaidade de muitos com distribuição de premios, num clima de show ? 

Por Rui Martins, de Genebra Quanto custa para o tesouro público a promoção comercial Focus Brazil, um verdadeiro « holofoco », neologismo criado por um titular do Conselho de emigrantes, cujo sucesso vem de acariciar a vaidade de muitos com distribuição de premios, num clima de show ?

 

O governo criou o Conselho de Representantes dos Brasileiros no Exterior, o conhecido CRBE, que não dispõe de nenhum tostão de verba, ou seja, foi criado para não funcionar. Enquanto isso, o empreendedor de sucesso Carlos Borges, de Miami, criou o Focus Brazil, um encontro de emigrantes, inicialmente em Miami, mas que, depois da criação do CRBE, se estendeu para a Inglaterra e Japão, sempre com a mesma receita, excitar a concorrência entre as pessoas nas mais diversas categorias profissionais para, numa noite de festa, luzes, flashes, televisão entregar os premios aos melhores.

Carlos Borges não é culpado por ter inventado ou adaptado aos emigrantes a receita do show com prêmios. Não, ele é um empresário de todos os vaidosos e assim faz girar sua roda da fortuna, mesmo porque cada Focus Brazil tem muito público, muita festa e muita alegria.

Mas para lançar um show, pagar todo o pessoal envolvido e os que, nos meses precedentes, preparam a apoteose final, é preciso dinheiro. Mesmo um bom pacote de dinheiro. Porém, quando se oferece um bom show, capaz de reunir emigrantes do oeste e do leste americano e mesmo familiares vindos do Brasil e da Europa, é mais fácil conseguir patrocinadores, mesmo porque Carlos Borges, atualmente CEO do Focus Brazil é um bom vendedor.

Assim, existem dois patrocinadores de marca, a TAM, companhia aérea desejosa de transportar os brasileiros, como antes fazia a Varig. E o Banco do Brasil, interessado em ser o banco de confiança dos nossos emigrantes e igualmente o escolhido para as remessas enviadas aos familiares no Brasil.

Um terceiro patrocinador é a TV-Globo Internacional o canal criptado que os brasileiros precisam assinar para ver, e assim manterem o hábito das telenovelas no Exterior e não esquecerem de falar o português. Enquanto a TV Brasil não pode ser captada em todo o mundo, de maneira gratuita, a TV-Globo tem assegurados telespectadores para vender seus anúncios.

Enfim, menos falado e talvez com menos dinheiro vivo no patrocínio, vem em quarto lugar o Ministério das Relações Exteriores. Esta semana, uma das titulares do sofrido CRBE, cujos membros devem pagar se quiserem fazer alguma coisa, pediu ao Itamaraty, entidade tutora dos emigrantes (na política brasileira de emigração os emigrantes são considerados pessoas juridicamente incapazes, sujeitas a tutela como eram os silvicolas, deficientes mentais, os incapazes, os menores e muitos idosos) para informar de maneira transparente quanto é o valor da verba destinada ao Focus Brazil (com z).

Como o pedido era nessa direção, acrescentei um parágrafo – tendo em vista que diversos diplomatas da Subsecretaria das Comunidades Brasileiras no Exterior viajam para participar do Focus Brazil, peço também que, ao total da verba destinada a esse empreeendimento comercial, se acrescentem as despesas de viagem em classe business dos diplomatas, as diárias nos hotéis de cinco estrelas e as diárias recebidas do governo quando em viagem.

Mera curiosidade de cidadão, porque quem sabe com esse dinheiro os membros do CRBE, tão mal visto por não ter recebido do governo condições para funcionar, poderiam visitar suas comunidades e fazer algo em favor dos emigrantes. Em lugar do show dos emigrantes, teríamos o apoio aos emigrantes.

Se vier resposta, podem ficar tranquilos, acho que já me conhecem o bastante para isso, contarei aqui e diremos se valeu esta crônica ou se exagerei. Se for preciso, até me desculpo, mas não acredito que possa ser esse o caso. (Publicado originalmente no site Direto da Redação)

Rui Martins, jornalista, escritor, líder emigrante, correspondente em Genebra.



Fonte: Correio do Brasil com Selzy Quinta



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