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  Britânicos dão exemplo e resolvem processar editora de jornal envolvida com bandidos  
  15/05/2012 - 18:28  
 A ex-toda-poderosa chefe-executiva do extinto jornal britânico News of the World Rebekah Brooks e o marido dela, Charlie Brooks, serão acusados por obstrução à Justiça na investigação do escândalo de grampos que fechou o tabloide britânico em meados de 2011. Eles enfrentarão a Côrte inglesa e podem sair presos do tribunal. 

Da Redação, com agências internacionais - de Londres

A ex-toda-poderosa chefe-executiva do extinto jornal britânico News of the World Rebekah Brooks e o marido dela, Charlie Brooks, serão acusados por obstrução à Justiça na investigação do escândalo de grampos que fechou o tabloide britânico em meados de 2011. Eles enfrentarão a Côrte inglesa e podem sair presos do tribunal.

Rebekah, que também ocupara o cargo de direção da News International, empresa do bilionário Rupert Murdoch, dona do jornal e de outras empresas na área de comunicação, teria tentado esconder evidências de que jornalistas do tabloide envolveram-se com bandidos, pagavam propina a policiais e contratavam detetives particulares em busca de informações particulares de celebridades, políticos, e até vítimas de crimes.

Rebekah, aos 43 anos, vive o pior momento de uma carreira pautada pela prática que, no Brasil, é classificado como ‘jornalismo de esgoto’, a exemplo de outros veículos de comunicação assemelhados às revistas conservadoras semanais e jornais diários ligados ao capitalismo internacional. Ela admitiu, em um comunicado divulgado nesta terça-feira, que será indiciada pela suposta obstrução. O marido, que é amigo pessoal de David Cameron, primeiro-ministro britânico, também enfrentará acusações semelhantes.

Outras quatro pessoas também serão indiciadas. Entre elas está o diretor de segurança da News International, Mark Hanna, que, segundo a acusação, teria removido documentos e computadores da redação do jornal antes da chegada de investigadores da polícia, no início da apuração das denúncias de grampos. A pena de Rebekah e outros quatro acusados poderá chegar à prisão perpétua, embora o tempo médio de prisão nesses casos seja de apenas 10 meses. Em nota, Rebekah e o marido protestaram contra a decisão judicial.

“Nós lamentamos essa decisão fraca, injusta e postura sem precedentes da Crown Prosecution Service (CPS, na sigla em inglês). Nós vamos responder a essa ação ainda hoje, depois de retornar da delegacia de polícia responsável pelo caso”, protesta Rebekah, na nota, referindo-se à promotoria que decidiu acusá-la.

Amiga pessoal de Murdoch, ainda na presidência do conglomerado midiático News Corp., Rebekah Brooks editou o News of the World de 2000 a 2003. Ao ser promovida a chefe da News International, entre 2009 e 2011, confirmou ser uma das mais importantes executivas do conglomerado. Em meados do ano passado, a jornalista renunciou ao cargo após ser pressionada pelo escândalode grampos.

Rebekah já foi presa por suspeita sobre os grampos ilegais, por subornar autoridades públicas e conspirar para perverter o curso da Justiça. Seu marido, Charlie Brooks, também foi preso por conspirar para a perversão do curso da Justiça. Ele frequentou Eton, uma das mais prestigiosas instituições de ensino do Reino Unido, com Cameron e Boris Johnson, prefeito de Londres na ocasião.

Sob pressão

O conglomerado News Corp., dono da News International, enfrenta acusações de irregularidades não só no Reino Unido como em outros países do mundo e poderá ter seus bens congelados em todo o Império Britânico, ou no que restou dele. Depois do escândalo de grampos do News of the world, a companhia também foi acusada de incentivar a pirataria para prejudicar rivais na Austrália. Nos EUA, parlamentares pressionam autoridades britânicas para saber se algum cidadão norte-americano foi vitimado ou participou do esquema de grampos ou se alguma linha telefônica norte-americana esteve envolvida no caso.

Pressão semelhante começa a ser exercida por setores da sociedade civil brasileira em relação à revista semanal de ultradireita Veja, que teve seus principais editores ligados ao bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, personagem central de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os tentáculos do crime organizado no Congresso, na mídia e nas esferas administrativas de Estados e municípios. Escutas autorizadas pela Justiça brasileira captaram a interação entre jornalistas de Veja e integrantes da quadrilha de Cachoeira. O bicheiro também determinava o que deveria, ou não, ser publicado na revista, segundo constataram os investigadores da Polícia Federal.

Uma série de tuitaços – manifestações realizadas na internet por meio de palavras-chaves antecedidas de cerquilha (#) como #VejaBandida, #VejaTemMEDO e #VejaCensuraInternet – tem causado, diariamente, estragos significativos na reputação já desgastada de Veja e, com isso, aumentado ainda mais as chances de que Roberto Civita, proprietário do grupo midiático Abril, significativamente menor do que o de Murdoch mas como potencial letal para as instituições brasileiras em um nível superior ao do magnata australiano, seja convocado a depor na CPMI, na companhia de outros donos de jornal.


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Fonte: Por Redação, com agências internacionais - de Londres /Selzy



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