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  Após a tempestade na PM há uma certa bonança em Salvador  
  02/03/2012 - 12:16  
  
Eduardo Martins | Ag. A Tarde
ALAIR FERNANDES NA LINHA DE FRENTE DOS FILHOS DE GANDHY NO CARNAVAL BAIANO
Para quem já se acostumou (?) com os altos índices de violência e ainda comparando com as estatísticas mais recentes, quando os números de mortos e feridos poderiam se aproximar aos de uma cidade rebelada caso persistisse a greve dos PMs baianos, os índices de ocorrências policiais apurados até então, no que pese o Carnaval, não chega a ser alarmante, embora não deixe de preocupar, pois qualquer ato violento deve ser preocupante. São vidas que se perdem fora do tempo natural. Os dados em sites da PM e SSP indicam que houve uma redução de 24,2% nas ocorrências policiais, até o momento, sendo 599 registros computados no fim da tarde desta segunda-feira (20), contra 790 em 2011. A SSP-BA, por sua vez, assinalou 128 ocorrências contra 226 no Carnaval de 2011, redução de 43,4%.  Às vésperas da festa, não se vislumbrava a possibilidade de um clima de bonança imediato, pois os PMs grevistas se mantinham irredutíveis, enquanto os líderes deflagradores do motim fardado ou não, iam sendo presos, tanto na Bahia como no Rio de Janeiro, pois havia um conluio para que se alastrasse por todo o pais, inviabilizando os carnavais  nesses e em outros estados. Infelizmente o nosso governador  não deu bola e disse ter sido apanhado de surpresa (?!!). E depois do caos instalado perdeu a noção de diplomacia política e dos dispositivos de inteligência e partiu para o enfrentamento, que graças a Deus não redundou em tragédia maior, que hoje poderíamos estar lamentado, e sem Carnaval para espraecer. Ufa! Passou. Salvador voltou a ter alguma lembrança dela em pleno Verão e restabelecer o seu clima natural de festa. Prejuízos, na verdade, estes sim, não chegaram a preocupar, pelo menos aos grandes investidores nos negócios do Carnaval. Afinal, estes são sempre beneficiários, contando com benesses oficiais, quando se trata de investimento seguro, com retorno rápido, líquido, seguro. E o melhor, multiplicado e sem pressão, a não ser em cima da população pobre nativa, que, sem capacidade financeira de fazer frente aos preços de camarotes e abadás, foge maciçamente para o interior do estado e áreas litorâneas. Segundo dados do órgão controlador do fluxo e refluxo de pessoas no estado baiano, no período do Carnaval e grandes folguedos como São João, vem-se verificando a cada ano um aumento dos que saem da capital. Atualmente fala-se em mais de 500 mil pessoas, enquanto 800 mil vindas dos mais variados locais, inclusive do exterior, incham nossos espaços, alteram nossos costumes e nosso cotidiano e impõem um aparthaid. A coisa ficou tão escandalosa, que segmentos mais esclarecidos formaram um movimento Desocupa Salvador, dada a forma como os espaços públicos são alocados para grupos empreendedores fazerem o que quiserem na cidade, inclusive descaracterizar as nossas festas populares. Isso sem falar nas construções desenfreadas, destruindo imensas áreas verdes e alterando o clima dessas localidades, a exemplo da Avenida Luiz Viana ( a Paralela), classificada como área nobre. Cada ano camarotes imensos são erguidos em áreas públicas, como se fossem alojamentos de luxo, para que os afortunados saiam do seus hotéis diretamente para esses espaços, sem precisar ver a cara do povo e a cor que ele tem, enquanto os blocos que desfilam no circuito Barra/Ondina, bairro de classe média, dão preferência  para esse público depois que vendem em mala direta para turistas do Sul e de outros países, seus fiéis clientes, que lhes garantem lucro antecipado de um ano a outro, pois mal finda o Carnaval já renovaram os seus carnês. Só agora é que os gestores do Carnaval e os milionários artistas da axé music se deram conta do malefício social e cultural que fizeram a Salvador e estão querendo reverter a situação, se voltando para a população nativa e o mercado interno, dando uma de generosos, retirando as cordas para que o folião pipoca se chegue novamente e lhes inspire a criar coisas divertidas uma nova coreografia de danças afros, que tanto estimulam a sensualidade, malversada em letras deturpadas, que só contribuem para o aumento da violência e da promiscuidade, atingindo crianças, adolescentes e mulheres. Timoneiro da paz entre os homens, assim como Jesus, Ghandi deixou belas lições de como vencer a violência sem usá-la para se defender. Na Bahia, homens da estiva buscaram nesse indiano iluminado um modelo de vida a ser cultuado e fundaram em 1949 uma agremiação denomianda de Filhos de Ghandi e o associaram ao orixá Oxalá, adaptando-o ao culto afro num sincretismo religioso singular que só baiano é capaz. E o Ghandi tornou-se um afoxé forte e respeitado em todo o Brasil e fora dele, sendo um dos guardiães religiosos dos carnavalescos da terra, num período em que a Igreja Católica se recolhe e os evangélicos agora deixam os retiros espirituais e entram na folia para buscar as almas perdidas, embriagadas e drogradas.
 
                 A pomba da paz no Carnaval da Bahia 
 
 
 
 
(Fotos: Eduardo Martins | Ag. A Tarde)
 
A pomba da paz, um dos símbolos do afoxé baiano, é destaque  na campanha intensiva e excepcional, de combate à violência contra a mulher durante o Carnaval
 
 
(Fotos: Eduardo Martins | Ag. A Tarde)
 
Ritual  místico ( padê) para da saída do Afoxé Filhos de Gandhy, domingo, 19, no Largo do Pelourinho. Farofa, pipoca e milho branco fazem parte da oferenda. Essa é uma prática litúrgica dos blocos afros da Bahia, de acordo com a orientação que recebe dos terreiros de candomblé a que estão ligados. A finalidade é afastar energias negativas que possam causar perturbações durante o desfile. Na foto,da esquerda para a direita: (1) O  delegado aposentado Alair Fernando, de Cuiabá, Mato Grosso, exibindo nos braços proteção espiritual; 2) o Tio Souza, mentor espiritual do afoxé, comandando as oferendas; 3) o Secretário
de Segurança Pública do Estado da Bahia, Maurício Barbosa, delegado da Polícia Federal;4) o cantor Alosio Menezes, que puxou o repertório do afoxé e dos mantras característicos, durante o desfile de domingo, pelas ruas do Centro da Cidade de Salvador. Para Alair, este ano de 2012 é especial. Atinge a décima terceira participação no Carnaval baiano e faz o preparatório das comemorações dos seus 70 anos em 2013. Um vídeo está sendo produzido para este evento, cujo destaque é seu desfile no afoxé Filhos de Ghandi. Nos primeiros anos ele saía no Ilê Aiyê,
outro poderoso bloco afro da Bahia, que não faz exigência de gênero, mas de etnia. Mas, fora do séquito oficial, cada um é livre para ficar com quem quiser, o mesmo caso do Ghandi. Só não pode desrespeitar e agir de violência, pois dá cadeia. Paladino da paz e por ser o único afoxé baiano em que mulher não participa, no Carnaval deste ano o Governo do Estado da
 
 
 
 
Bahia, por meio de suas secretarias, de Justiça \Cidadania e Direitos Humanos/ e Segurança Pública, usou a entidade como ponta de lança de uma campanha de combate à violência contra a mulher. Aplausos geral. O difícil é controlar 25 mil homens na rua, no liberou geral da folia, sofrendo todo o tipo de assédio, totalmente esquecidos dos ensinamentos de Mahatma Gandhi.  
 
O toque dos clarins, o rufar dos tambores e o som inconfundível dos agogôs anunciam que os Filhos de Ghandy estão apostos e dispostos para a marcha no passo do Ijexá. A saudação “Ajaiô...Ajaiô ,Ajaiô, pede o compromisso da dignidade e da paz em qualquer circunstância, como advertia Ghandi aos seus liderados, no enfrentamento a generais ingleses e seus soldados saguinários . É com esse princípio que partem embalados pelos mantras musicados, coreografando a dança em gestuais sincronizados, jogando o corpo de um lado a outro e encurvando os joelhos, como um velho, que caminha auxiliado por um cajado.  E assim desfilam por três quilômetros, indo e vindo do Pelourinho ao Campo Grande, e vice e versa, aspergindo seiva de alfazema e os colares que às dezenas exibem nos braços e no pescoço. Mas nem todos respeitam o ritual e nem levam a sério as recomendações. A paqueração é natural numa festa própria para liberar certos desejos reprimidos.  E quais deles resistiriam ao assédio impertinente delas, tanto belas como feias, que pedem colar em troca de beijo?. Nem todas têm sorte com o apelo mercenário, mesmo sendo bonitinha. Podem ganhar um beijo, mas não o colar. Decepção!!! E um charmoso Filho de Ghandi pode virar naquele instante filho de uma senhora maculada. E tudo pode acontecer.
 
 
 
 
 


Fonte: Evanice Santos - jornalista Reg. Prof. 675/ SRTE/Bahia



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