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  Bolsonaro manda ministro desbloquear verbas das universidades  
  14/05/2019 - 20:02  
 Presidente teria telefonado para Weintraub diante de deputados do PSL e Centrão, mas Casa Civil não confirma. Nesta quarta, haverá protestos 
Metrópoles

 

Presidente teria telefonado para Weintraub diante de deputados do PSL e Centrão, mas Casa Civil não confirma. Nesta quarta, haverá protestos

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), pediu que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, não bloqueie 30% da verba das universidades e institutos federais de educação. O recuo, confirmado por parlamentares do Centrão e do partido do presidente, teria ocorrido após pressão das lideranças das siglas aliadas, que se reuniram com o chefe do Executivo na tarde desta terça-feira (14/05/2019). Contudo, a Casa Civil da Presidência da República nega mudanças relacionadas ao orçamento da Educação.

Estavam no Planalto nesta tarde líderes dos partidos Novo, PV, Podemos, Cidadania, PSC, Pros e Patriota. Deputados usaram como moeda de troca para negociar apoio ao governo a liberação do orçamento integral da Educação.

O líder do Podemos na Câmara, deputado José Nelto (GO), contou ao Metrópoles que o presidente ligou para o chefe da pasta da Educação na frente dos deputados, ordenando a suspensão do contingenciamento dos recursos para as instituições federais. O recuo ocorre às vésperas das manifestações contra o enxugamento do orçamento, previsto para esta quarta-feira (15/05/2019) em todo o país.

“O objetivo era pacificar a Casa e mostrar para as pessoas que estarão amanhã nas ruas que o Congresso não quer tirar dinheiro de educação e saúde”, afirmou José Nelto. “O ministro tentou contra-argumentar, mas não tem conversa”, completou o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (PSL-GO). O deputado afirmou que o valor contingenciado não será cortado em outra pasta.

Logo depois de os dois congressistas, além de outros deputados que participaram da reunião, anunciarem a decisão de Bolsonaro, a Casa Civil desmentiu os aliados do Planalto. “Não procede a informação de que haverá cancelamento do contingenciamento no MEC. O governo está controlando as contas públicas de maneira responsável”, divulgou, em nota, a pasta responsável por afinar o diálogo do governo com o Congresso Nacional.

Alheio à polêmica, teoricamente pouco após receber o telefonema do presidente, o ministro Abraham Weintraub deixou o MEC sem comentar o caso (foto abaixo).

 

Nesta terça, os deputados do Centrão se uniram à oposição e impuseram uma derrota ao governo federal, convocando ministro da Educação a prestar esclarecimentos contra o contingenciamento dos recursos, na ordem de R$ 7 bilhões, no plenário da Câmara. Caso não compareça, Weintraub pode incorrer em crime de responsabilidade. Ele é esperado na Casa às 9h30.

Protestos pelo paísO ministro se preparou para a série de protestos marcados para esta quarta-feira em todo o país. Embora a data marque o início da greve nacional dos professores, o repúdio ao contingenciamento será o principal mote das manifestações. Por iniciativa do titular da pasta, o prédio do MEC amanheceu cercado nesta terça-feira por homens da Força Nacional (foto abaixo).

“Temos de estar preparados para evitar qualquer tipo de problema. Simples assim”, afirmou o secretário-executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel, sobre a convocação da Força Nacional para proteger a sede do ministério em Brasília. “Sempre, quando tem uma manifestação, todas as áreas do governo se preparam para evitar danos ao patrimônio e às pessoas, as forças estaduais acompanham [o pedido de proteção extra]”, completou.

 

Em nota ao portal Metrópoles, o Ministério da Educação disse que a medida se trata “de uma ação preventiva para evitar danos ao patrimônio e aos servidores por conta da greve nas universidades marcada para quarta-feira”.

Confira a nota na íntegra:“O Ministério da Educação (MEC) seguiu a Portaria 441, editada em 17 de abril pelo ministro Sergio Moro, que prevê um protocolo integrado de segurança com o Governo do Distrito Federal (GDF) para proteger a Esplanada dos Ministérios. Segundo a pasta, trata-se de uma ação preventiva para evitar danos ao patrimônio e aos servidores por conta da greve nas universidades marcada para amanhã.”

Estudantes da Universidade de Brasília (UnB) irão aderir à paralisação nacional da educação. A decisão foi tomada após assembleia geral realizada na última quarta-feira (08/05/2019) pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da instituição. A reunião ocorreu no dia seguinte ao “abraço simbólico” realizado na Biblioteca Central da UnB: a comunidade acadêmica decidiu ainda promover um ato em frente ao MEC nesta quarta.

“Balbúrdia”O Ministério da Educação decidiu contingenciar recursos de universidades que não apresentarem desempenho acadêmico esperado e, ao mesmo tempo, estiverem promovendo “balbúrdia” em seus campi, segundo afirmou o ministro da pasta, Abraham Weintraub. A declaração provocou reações das instituições atingidas – como a UnB – e de autoridades da área de educação.

De acordo com Weintraub, universidades têm permitido que aconteçam em suas instalações eventos políticos, manifestações partidárias ou festas inadequadas ao ambiente universitário. “A universidade deve estar com sobra de dinheiro para fazer bagunça e evento ridículo”, disse. Ele deu exemplos do que considera bagunça: “Sem-terra dentro do campus, gente pelada dentro do campus”. (Com informações de agências)

Jornalista: Gabriela Vinhal

Fonte: Metrópoles

 



Fonte: Gabriela Vinhal - Fonte: Metrópoles



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