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  Cursi nega crimes e diz que MPE foi induzido ao erro para não denunciar pessoas com foro; veja como foi  
  28/07/2017 - 20:19  
 A magistrada Selma Rosane Arruda interrogou nesta sexta-feira (28) o procurador do Estado aposentado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o Chico Lima, e o ex-secretário de Estado, Marcel de Cursi, no processo proveniente da Operação Sodoma, em sua quarta fase, sobre um desvio de R$ 15,8 milhões.  
Olhar Jurídico

 A magistrada Selma Rosane Arruda interrogou nesta sexta-feira (28) o procurador do Estado aposentado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o Chico Lima, e o ex-secretário de Estado, Marcel de Cursi, no processo proveniente da Operação Sodoma, em sua quarta fase, sobre um desvio de R$ 15,8 milhões.

O foco da Quarta fase da Operação Sodoma foi o desvio de dinheiro público realizado por meio de uma desapropriação milionária paga pelo governo Silval Barbosa durante o ano de 2014.

As diligências realizadas evidenciaram que o pagamento da desapropriação do imóvel conhecido por Jardim Liberdade, no valor total de R$ 31.715.000,00, à empresa Santorini Empreendimentos Imobiliários Ltda, proprietária do imóvel, se deu pelo propósito específico de desviar dinheiro público.

Ficou comprovado na investigação que, além de Silval Barbosa, participaram da fraude Pedro Jamil Nadaf (ex-secretario chefe da Casa Civil), Francisco Gomes de Andrade Lima Filho (procurador de Estado aposentado), Marcel de Cursi (ex-secretario de fazenda), Arnaldo Alves De Souza Neto (ex-secretario de planejamento), Afonso Dalberto (ex-presidente do Intermat), além do proprietário do imóvel Antonio Rodrigues Carvalho, seu advogado Levi Machado, o operador financeiro do grupo criminoso, Filinto Muller, e os empresários Valdir Piran e Valdir Piran Junior, pai e filho.

De todo o valor pago pelo Estado pela desapropriação, metade, ou seja, R$ 15.857.000,00 retornaram via empresa SF Assessoria e Organização de Eventos, de Propriedade de Filinto Muller em prol do grupo criminoso.

De acordo com a investigação, a maior parte do dinheiro desviado no montante de R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) pertencia a Silval Barbosa, ao passo que o remanescente foi dividido entre os demais participantes, no caso Pedro Nadaf, Marcel De Cursi, Arnaldo Alves de Souza Neto, Afonso Dalberto e Chico Lima.

Confira em tempo real:

17h55 - Nota - O deputado estadual Mauro Savi desconhece qualquer irregularidade e nega o envolvimento de forma ilícita no processo  de desapropriação  desta área, no bairro Jardim Liberdade,  refutando o recebimento de valores citado pelo ex-secretário de Fazenda Marcel de Cursi.

Mauro Savi cita que as investigações não apontam seu envolvimento, pois, na ocupação de deputado não  teria competência de realizar algum processo dentro do Executivo envolvendo pagamentos de recursos e desapropriação.

O parlamentar se coloca a disposição da justiça para qualquer  esclarecimento.

18h05 -  A audiência é encerrada.

16h50 - Novamente Cursi nega que a denúncia seja verdadeira ele diz que não tem participação nos fatos.                       

"É até difícil falar de algo que você desconhece, eu não interferi no processo e nem fiz pagamentos".                        
                     
Ele também diz que "jamais" recebeu propina da desapropriação.                        

"Eu acho que tem um grave engano aí, o Nadaf por exemplo já se retratou por ter me pagado propina".                        

"Existe uma estratégia de preservação de nome de pessoas que estão com prerrogativa de foro e neste processo eu fui inserido".
                        
Ele argumenta que nomes como o da prefeita Luciane Bezerra foram por muito tempo blindados enquanto ele era apontado como quem recebia propina.                        

Ele diz que pediu esclarecimentos via ofício sobre os pagamentos a Santorini. "A minha percepção naquele momento não era que havia uma fraude mas uma discordância com a forma que tudo foi pago".
                        
Ele diz que aqueles que participaram do esquema  se sentiram lesados  e o acusaram.                       
Agora afirma que nomes com foro estão sendo preservados.                        

"É muito fácil pegar um servidor de carreira que dizia não pra todo mundo e começar a culpá-lo".                        

"Nos temos pagamentos a um deputado Wagner Ramos, pagamentos a Romoaldo Junior, Mauro Savi, Guilherme Malouf".
                        
Ele diz que a denúncia fez uma clara opção por pessoas sem prerrogativa.
                        
"Eu também gostaria de destacar que os números da denuncia não fecham. Com R$ 10 milhões  para Silval, R$ 4 milhões para os membros e mais R$ 1 milhão para custos diversos. 

"O Filinto diz ter recebido R$ 484 mil, mas se for somar o valor declarado no relatório nos vamos chegar a um proveito de R$ 1,2 mi. Então como acomodar esse valor? Alguém pegou uma marreta e acomodou. E ao acomodar me colocou aqui e tirou gente que realmente estava".                        

Ele pede desculpas ao MP, diz que não quer causar constrangimento, mas que a verdade é que a promotoria teria sido induzida ao erro .                       

"Essas pessoas (Nadaf, Pedro Elias, Dalberto) ficaram presos na mesma sala então havia muitas condições para se criar versões ali. E existem fatos que ainda não foram relacionados. E esses fatos devem implicar pessoas que estão com foro".

Cursi conta que ele já foi afastado do cargo por descumprir, na Sefaz, um decreto orçamentário, e que por isso ele foi obrigado a executar o pagamento da desapropriação.
                        
"Nao existe essa historia de você estar definindo. Não é o secretario de Fazenda que defende o que paga, é o fluxo da receita", alega.                        

Curis diz que esta angariando documentos, e apresenta um deles em que Nadaf usou o nome dele junto ao governador sem a sua autorização.                        
"Eu avisei ele eu disse 'olha você publicou uma coisa com o meu nome em que eu não tinha assinado'".                        

Cursi diz que também avisou o governador e que aquilo já tinha sido feito antes.                        
Em resposta, segundo Cursi, o governador teria conversado com Nadaf e garantido que aquilo não iria acontecer.
                        
"Não tem um centavo na minha conta desse negocio do Jardim Liberdade".
                                               
Cursi diz que foi "arrebentado" pela doutora Ana.             

"A doutora Ana tomou meu patrimônio todinho, 31 anos da minha vida. A verdade é que tem gente com prerrogativa que esta fora desta ação. Esse povo nunca sentou comigo pra discutir e pra explicar nada"

16h13 - Depois de um intervalo de 10 minutos, Selma Arruda começa a ouvir Marcel de Cursi.

Cursi nega que a denúncia seja verdadeira e diz que não tem participação nos fatos.

16h10 - Ao final da audiência, Chico Lima afirma que não vê como necessária a homologação de uma delação premiada, visto que já confessou.

15h15 - "O senhor Pedro Nadaf falou pra mim que ia ter um retorno, mas não ficou determinado a minha parte. O Pedro pagava muita coisa, ele pagou muita gente, ele recebia dinheiro e falava que tinha que pagar umas coisas do governador".                        
Chico confirma que sabia que ele, Afonso e Marcel iriam receber. Diz que Dalberto iria receber em torno de R$ 600 mil no esquema.                        

Chico também nega que tenha entregue dinheiro para Afonso Dalberto.                        

"Quando deu entrada na desapropriação eu pedi ao Nadaf para facilitar, em 2012, mas ele falou que era difícil", afirma, apesar de negar que tenha sido o responsável por detectar na desapropriação uma fonte de propina.

14h55 - Agora falando ao MP, Chico explica que ficou cuidando do processo de maneira relativa. "Este processo ficou parado porque o Antonio foi para o Canadá e sumiu".                        

Chico diz que por conta da Amizade com Antonio, ele sempre ligava para verificar questões do processo.                        
            
Bardusco apresenta uma alteração na data de um documento da desapropriação e pergunta qual o motivo: "Eu não acho que tenha mudança. Eu não lembro porque fiz isso. Eu não costumava mudar a data dos processos, mas as vezes você se atrapalha e faz".

14h50 - "Eu procurei o Pedro e pedi ajuda pra ele, explicando que era um amigo meu, e o Pedro falou que ia ver, mas o processo ficou parado".     

"Em 2013 o Antonio falou que precisava de dinheiro eu disse que iria tocar o processo e ia mandar avaliar mas ele não concordou porque já tinha uma avaliação que ele fez que era maior".                        

"O Filinto me procurou e perguntou se estava tudo ok. Mas não tinha dinheiro no Estado pra isso, e numa reunião foi colocado em pauta isso ai a pedido do Pedro, e falou da necessidade de fazer um remanejamento de dinheiro e eles conversaram sobre como seria feito. Fizeram e depois o Pedro disse que aquilo teria que ter um retorno e eu disse 'olha Pedro eu vou conversar com o Antonio' e falei que o Pedro queria aquele retorno e ficou de me dar resposta".                        

"foi combinado de pagarem tantas parcelas e o Filinto conversou com o Levy para ver como iria receber".
                        
"Numa reunião na minha sala eu apresentei o Pedro ao Filinto e expliquei que era ele que iria fazer o negócio"                        

Lima narra que nesta reunião Nadaf explicou para o Filinto como iria ser a devolução do dinheiro. 

Filinto teria que pagar 10 milhões ao Piran e passaria o restante para o Pedro Nadaf.

14h40 - "Tudo isso coube ao Pedro Nadaf. Ele chamou o Filinto um dia e falou do negócio mas não falou quanto cada um ganharia", explica Chico sobre quem teve a ideia de fazer o esquema.                        

Ele fala que, pelos seus cálculos, seria 4 milhões pra cada um.                        

Chico diz que já conhecia Antonio (o dono da área) e que um dia o encontrou e que o empresário falou sobre o terreno que precisava ser desapropriado.
                       
"Ele me procurou e falou 'olha eu dei entrada lá' no processo e ele pedia sempre pra mim que eu interferisse e eu explicava que era difícil porque tinha uma questão judicial", conta Lima sobre como encontrou Antônio.

14h30 - "Eu dei o parecer do processo que depois foi reapreciado por dois outros procuradores, e eu apresentei o proprietário da área para o Pedro Nadaf e interferi para que fosse desapropriado. Eu recebi valores a mais da desapropriação"                        
Ele conta que tinha um crédito com o empresário Filinto e que o retorno da propina foi maior que a divida.                                        

Explica que a propina desse caso serviu para abater esse crédito, mas que também superou.                        

Chico diz que o valor do credito era de 500 mil e que Filinto não queria pagar o valor, então ele teria encontrado na propina a maneira de quitar essa divida. 

14h00 - Selma autorizou a entrada de jornalista. A partir de agora, o Chico Lima vai depor.                        
Francisco Gomes de Andrade Lima, conhecido como Chico Lima, explica que a denúncia é verdadeira em parte e em parte é falsa.



Fonte: Arthur Santos da Silva, do Olhar Jurídico



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